Profissionais da imagem em Mato Grosso do Sul se uniram para criar a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de MS (ARFOC-MS), que terá como objetivo defender os interesses da categoria e valorizar o trabalho de registro histórico e social.
Profissionais reunidos na assembleia que fundou a ARFOC-MS, em Campo Grande. Foto: Divulgação/ARFOC-MS
Os repórteres fotográficos e cinematográficos de Mato Grosso do Sul passaram a ter entidade própria nesta sexta-feira (28). Em assembleia realizada em Campo Grande, o grupo aprovou o estatuto e escolheu, por aclamação, os 11 integrantes da primeira diretoria da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Mato Grosso do Sul, a ARFOC-MS.
A presidência ficou com Rodrigo Moreira Pinto, empresário que atua na área. Airton Pinheiro Benites é o vice-presidente. Franz Maciel Mendes foi o secretário da assembleia, Lucas Garcia Arf assume a diretoria de Comunicação, Marketing e Cultura e Osvaldo Ribeiro Junior fica com a tesouraria.
O conselho fiscal tem três nomes: Anderson Ramos Lino, Endrigo Diniz Zotelli e Daniel Baptista. Claudio Severo Neris, Henrique de Araújo e Eduardo Dias Ewerling são os suplentes.
O que a nova entidade se propõe a fazer
Pelo estatuto aprovado, a ARFOC-MS pretende representar e defender profissionais que trabalham com fotografia, fotojornalismo, reportagem cinematográfica e produção audiovisual no Estado, e incentivar qualificação e formação continuada dos associados.
A associação também prevê interlocução com órgãos públicos, empresas, veículos de comunicação, instituições de ensino e entidades de classe. Entre os princípios listados no documento estão a liberdade de imprensa, o direito à informação e a preservação da memória visual e audiovisual sul-mato-grossense.
Essa memória tem dono e tem rosto em Campo Grande. Em agosto, a Câmara Municipal homenageou Roberto Higa, o fotógrafo que registrou por décadas a cidade que já não existe, e o acervo dele virou exposição na sessão dos 127 anos da Capital.
“Lutar pela valorização”
Rodrigo Moreira Pinto disse que a união dos profissionais é o ponto de partida do primeiro mandato.
“É com muito entusiasmo que iniciamos esta jornada. Queremos unir forças para buscar nosso espaço, fortalecer a nossa categoria e, principalmente, lutar pela valorização dos repórteres fotográficos de Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Ele ligou o trabalho da categoria à preservação da história. “A fotografia é fundamental para registrar a história do nosso esporte e da nossa sociedade. Por isso, acreditamos que, juntos, podemos conquistar mais reconhecimento, respeito e melhores oportunidades para os profissionais que dedicam seu talento e trabalho a contar histórias através das imagens”, disse.
A frase de Raul Rodrigues
Na assembleia, os profissionais lembraram a expressão eternizada pelo fotógrafo Raul Rodrigues, já morto, que definia o ofício como a capacidade de “congelar emoções”.
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