Rafael Tavares lamenta ‘Jesus de fio-dental’ e diz: ‘maconheiros de faculdade’ (vídeo)

Ele é autor de projeto de lei que proíbe crianças em paradas gays

O vereador Rafael Tavares (PL) lamentou o episódio em que um folião de bloco carnavalesco representou Jesus Cristo vestido de fio-dental e com trejeitos afeminados, em Porto Alegre (RS).
Conforme o parlamentar, que é conservador, os envolvidos no caso seriam ‘’malucos de faculdade’’ e ”maconheirada de faculdade”.

”Eles são todos ateus… aí fica fazendo essas barbaridades aí”, comentou o parlamentar. Ele, inclusive, tem um projeto de lei que proíbe crianças de até 12 anos de entrarem em eventos de diversidade sexual como a Parada Gay.

”Por isso [participantes do bloco] que saem tudo da universidade analfabeto funcional e de esquerda”, acrescentou Rafael. Ele destacou que, em razão de situações como essa é que foca na briga em proteger as crianças.

”Porque são menores de idade e aí quando acontece principalmente na rede pública, financiada com imposto, aí a gente vai pra cima”, finalizou.

Entramos em contato com a deputada federal Camila Jara (PT) que é apoiadora de bloquinhos carnavalescos como o citado. Não houve retorno. Outros parlamentares federais por MS não se manifestaram sobre o caso nas redes sociais

O caso

Uma apresentação provocou polêmica neste domingo (26). Durante o ”Bloco da Laje”, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Jesus Cristo foi retratado retirando a roupa até ficar com uma tanga fio-dental.

”Vamos tirar, vamos tirar, vamos tirar Jesus da cruz”, diz a marchinha de carnaval, enquanto um folião que interpreta Jesus faz striptease até ficar de fio-dental. Em seguida, ele desce da árvore onde performava e é carregado nos braços da multidão.

O evento, batizado ”Carnaval Sublime”, gerou revolta. Nas redes sociais, pessoas afirmaram que uma professa da Unisinos, universidade jesuíta privada da região, teria participado do bloco e compartilhado as imagens. Nesta segunda-feira, a rede social da instituição foi inundada com cobranças para que a suposta docente fosse demitida.

O espaço está aberto para manifestação dos envolvidos no bloco carnavalesco.

metropole.com

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