PF atesta que Lulinha planejava esconder patrimônio no exterior
Polícia Federal analisa mensagens que revelam estratégias de Lulinha e lobista para esconder patrimônio no exterior e fugir da fiscalização brasileira
Conversas atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), estão sendo analisadas pela Polícia Federal no âmbito de investigações sobre supostas irregularidades financeiras.
O material, que se encontra em posse dos investigadores há meses, integra um conjunto de elementos probatórios que vem ganhando corpo nas apurações.
Luxemburgo aparece como possível destino para alocação de recursos
Nos diálogos, a empresária e lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, aparece discutindo com o filho do presidente formas de manter patrimônio escondido fora do Brasil, fora do alcance das autoridades nacionais.
As conversas detalham alternativas para reduzir a exposição à fiscalização da Receita Federal e estruturar recursos em jurisdições internacionais — configurando o que os investigadores descrevem como uma espécie de roteiro para blindagem patrimonial.
Em um dos trechos, Roberta Luchsinger menciona Luxemburgo como possível jurisdição para alocar os recursos. O pequeno país europeu é amplamente reconhecido por oferecer um ambiente favorável a estruturas internacionais de gestão de patrimônio.
Ao longo dos anos, figurou em listas e discussões sobre jurisdições de tributação favorecida, sendo recorrentemente citado em operações de planejamento tributário e proteção de ativos no exterior.
A revelação sobre as mensagens foi compartilhada pelo cientista político Felipe d’Avila, que disputou a Presidência da República nas eleições de 2022, e por Danuzio Neto.
Conexão com o esquema do “Careca do INSS”
As mensagens obtidas pela Polícia Federal vão além das tratativas sobre patrimônio no exterior. Conversas de Roberta Luchsinger também revelam o planejamento de ações para “abrir portas” no governo federal em favor dos negócios do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele é investigado por suspeita de comandar o maior esquema de desvios de aposentadorias e pensões do país.
Os diálogos serviram de base para novas frentes investigativas sobre a atuação do filho de Lula. Roberta é descrita como amiga próxima de Lulinha. (Com agências nacionais)
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