Um motim foi registrado na última quinta-feira (27/02/2026) no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi. A situação foi controlada cerca de duas horas e meia após a chegada de equipes especializadas, com apoio do Comando de Operações Penitenciárias (Cope).
De acordo com informações oficiais, duas internas foram autuadas e permanecem custodiadas na própria unidade, incluindo a detenta apontada como responsável por iniciar a confusão ao abrir a porta da cela e resistir às ordens dos agentes. Parte das internas foi transferida para outras unidades prisionais como medida administrativa adotada pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
A intervenção contou com uso de spray de pimenta e disparos de balas de borracha. Não houve registro de ferimentos graves em policiais ou detentas, apenas escoriações decorrentes da resistência apresentada por uma das envolvidas.
Entre as custodiadas na unidade está Juliana Paula da Silva, apontada como esposa de “Frescura”, preso na Operação Camuflagem. Segundo informações, ela não se feriu durante o motim.
Juliana protocolou pedido de liberdade provisória, alegando ser mãe de dois filhos menores de 12 anos, sendo um deles com necessidades especiais. A solicitação aguarda análise do Judiciário e, até o momento, não há decisão publicada.
Ela e outros presos da operação foram transferidos para unidades em Campo Grande e devem passar por audiência de custódia neste sábado (28/02/2026). A audiência tem como objetivo verificar a legalidade da prisão e eventuais medidas cautelares, mas não implica automaticamente na revogação da prisão preventiva.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que a interna apontada como responsável pelo início do motim permanece na mesma unidade, em isolamento disciplinar, podendo ainda ser transferida conforme avaliação administrativa.





